O eSocial e a empregabilidade
do Pessoal do DP
Artigo de Zenaide Carvalho (*)
“Por maior que seja a capacidade, sem treinamento não se manifesta.”
(Taniguchi)
O “Pessoal
do DP” – como costumo referenciar os profissionais que atuam no Departamento de
Pessoal, envolvidos com admissões, rescisões e folha de pagamento dentre outras
rotinas – serão, ou deverão ser, os maiores conhecedores e gestores do eSocial.
E quem mais conhecer, mais empregabilidade terá.
Certamente
você já leu que o eSocial é a nova obrigação contendo informações ao governo
relativamente às obrigações trabalhistas, fiscais e previdências sobre todas as
relações onerosas de trabalho e que vai eliminar diversas outras obrigações
acessórias já existentes, tais como GFIP, RAIS, CAGED e DIRF. Se não leu, entre
no portal WWW.esocial.gov.br e lá já há
várias informações, além de grupos de estudos nas redes sociais com a
participação de vários bons profissionais de todas as áreas envolvidas. Sabe
também que ainda não há previsão oficial para início, talvez e muito provavelmente
somente ocorra em 2016.
Sim,
certamente você também já leu que haverá o envio até diário de informações em
aproximadamente cinqüenta tipos de arquivos diferentes e que o governo pretende
– e conseguirá – fiscalizar melhor o cumprimento da legislação já existente. E
você também já leu que é complexo, que vai onerar as empresas, que vai envolver
vários setores da empresa e ainda, que não há obrigação mais complexa dentro do
SPED – Sistema Público de Escrituração Digital.
O que talvez
você ainda não tenha lido é que o eSocial proporcionará um nível de
empregabilidade nunca antes visto aos profissionais que atuam no DP. Mas tal
empregabilidade será apenas àqueles que se propuserem – desde já – a estudar
(ou reciclar conhecimentos) não só sobre o eSocial mas também sobre as legislações
e procedimentos nas áreas trabalhista e previdenciária.

E aqui
vamos separar dois grupos de profissionais: os que estão pensando que podem
deixar para pensar no eSocial somente quando começar oficialmente e os que já
estão trabalhando com os dados divulgados. E a diferença na empregabilidade
entre os dois grupos veremos muito em breve: quem está esperando ficará desesperado
para conhecer o que é o eSocial em detalhes, mas o tempo será muito curto. E
quem já está estudando – começará a escolher melhores salários e melhores
empregos, já que a demanda por profissionais conhecedores do tema será muito
grande, tenho certeza absoluta.
Para
trabalhar com o eSocial será exigido um nível de conhecimento profundo da área
trabalhista, previdenciária e tributária no que concerne às relações
trabalhistas, retenções previdenciárias, segurança e medicina do trabalho,
recolhimentos de imposto de renda e outras obrigações. Assim, aqueles que mais
se dedicarem aos estudos das legislações e práticas da área de DP terão maior
facilidade em migrar para a nova obrigação e poderão até mesmo escolher onde
trabalhar.
Não bastará
um “clicar de botões” no sistema. Para clicar os botões será necessário
conhecer “quais botões clicar” e aí estará o grande diferencial entre um
profissional que se dedicar ao estudo e outro que não dedicar um tempo de sua
vida para a reciclagem de conhecimentos e aprendizado sobre as rotinas que
envolvem o eSocial.
Para
finalizar, deixo uma dica: aprendam mais, reciclem seus conhecimentos sobre a
área trabalhista fiscal e previdenciária. Estudem o que há sobre o eSocial – e já
há bastante coisa. Haverá duas escolhas: ficar desesperado depois ou escolher
onde trabalhar e ter aumento de salário. Qual a sua escolha?
Fiquem com Deus e até breve!
Zenaide Carvalho
Administradora e Contadora
O artigo pode ser reproduzido
livremente, desde que citados autora e fonte.
Publicado em 28/09/2014.

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Zenaide Carvalho

Zenaide Carvalho é professora, escritora e referência na área trabalhista e previdenciária no Brasil. Com 38 anos de carreira, dedica o seu tempo a desenvolver conhecimento através de palestras, cursos, MBA´s e consultorias por todo o Brasil.

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