Receba nossas notícias em seu e-mail:

Menos empresas aderem à licença-maternidade de seis meses

Compartilhe essa notícia

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Um levantamento da consultoria de recrutamento executivo Talenses revelou que menos empresas estão aderindo à licença-maternidade de seis meses. Em 2015, 41% ofereciam o benefício. Em contrapartida, em 2018 eram apenas 34%.
A enfermeira Helen Barros, de 36 anos, é um retrato das mulheres que têm que deixar os filhos em casa após os primeiros 120 dias e voltar à labuta. Aconteceu em suas três gestações. Como consequência, tanto o vínculo com o bebê quanto a amamentação foram afetados. O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva com leite da mãe até os seis meses. Mas meus filhos, de 8 e de 3 anos, assim como a bebê de 11 meses, desmamaram precocemente, aos 4 meses, porque não tem como ter livre demanda se você só chega em casa à noite. Mesmo tirando o leite, tinha que completar com fórmula. Isso aumenta o risco de infecções, as crianças ficam mais gripadas — enumerou Helen.

 

Para o diretor da Talenses, Rodrigo Vianna, muitas empresas ainda acreditam que oferecer seis meses de licença pode prejudicar seus resultados. O Programa Empresa Cidadã prorroga por mais 60 dias a duração da licença-maternidade e por 15 dias, além dos cinco já estabelecidos, a duração da licença-paternidade. Em troca, a empregadora pode deduzir do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) devido o total da remuneração da funcionária pago no período de prorrogação de sua licença-maternidade. De acordo com a Receita Federal, no ano passado, eram apenas 21.245 participantes cadastradas.

 

O Grupo Boticário é uma delas. A companhia oferece, além da extensão da licença, apoio nutricional e um programa especial criado para preparar a mulher para a maternidade. Após o nascimento, colaboradores e colaboradoras recebem a visita de uma enfermeira para acompanhar os primeiros cuidados.

Mais tempo para os pais

A pesquisa da Talenses ainda mostrou que mais empresas estão aderindo à licença-paternidade de 20 dias. O número cresceu de 18% em 2015 para 23% em 2018. A razão da mudança, apontada por 28% das entrevistadas, foi a retenção de talentos. Outro motivo relevante, apontado por 62%, é a crença de que não havia pontos negativos para uma licença-paternidade maior.

 

A Via Varejo — que reúne as Casas Bahia e o Pontofrio — concede o benefício para os homens desde abril do ano passado. Até então, foram 670 colaboradores que se beneficiaram com a extensão da licença-paternidade. A proposta é que os pais possam participar mais dos primeiros dias de vida de seus filhos, reforçando os laços afetivos e de cuidados com o bebê.

De acordo com o diretor da Talenses, Rodrigo Vianna, algumas empresas entenderam que os cuidados com as crianças precisam ser mais bem equilibrados entre os pais e passaram a oferecer também home office no retorno das licenças, maior flexibilidade de horários e possibilidade levar os filhos para o trabalho.

Fonte: Portal Contábeis SC

Deixe um comentário