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Aviso Indenizado – TRF isenta de Contribuição Previdenciária

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TRF concede provimento à apelação sobre inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de aviso prévio indenizado

O Sescon/MG recebeu uma boa notícia esta semana. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região deu parcial provimento a uma apelação interposta pelo sindicato, que tem como objetivo isentar seus associados, de pagamentos de valores recolhidos indevidamente.
O Presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, aprova a iniciativa e acredita que a ideia é um exemplo da determinação do sindicato na luta pelos direitos da categoria.
Segue a nota do Sescon/MG:
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região deu parcial provimento a uma apelação interposta pelo Sescon/MG para declarar em favor de seus associados, a inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de aviso prévio indenizado, bem como seu direito à compensação dos valores recolhidos indevidamente, a partir de janeiro de 2009.

O Sescon/MG entrou com mandado de segurança na 6ª Vara Federal de Minas Gerais a fim de que seus associados ficassem desobrigados do recolhimento da referida obrigação, bem como fossem restituídos dos valores recolhidos indevidamente a partir de janeiro de 2009. Mas o pedido foi negado pelo juiz federal.
O sindicato apelou, então, ao TRF, alegando que, não obstante a exclusão do aviso prévio do rol do art. 28, parágrafo único, da Lei 8.212/1991, pelo Decreto 6.727/2009, essa verba permanece isenta da contribuição previdenciária, tendo em vista não ser destinada a retribuir o trabalho prestado, mas tão somente a indenizar o empregado em razão da ausência de comunicação prévia à data da despedida imediata.

A relatora do processo no Tribunal, desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, destacou no seu voto que, os valores pagos pelo empregador a título de aviso prévio indenizado não têm natureza salarial, mas indenizatória. Não sofrem, portanto, a incidência da contribuição previdenciária.
Neste sentido, a Egrégia 8ª Turma do TRF da 1ª Região por unanimidade deu parcial provimento à apelação interposta pelo Sescon/MG em favor de seus associados, a fim de isentá-los do pagamento da contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de aviso prévio indenizado, bem como lhes garantir o direito à compensação dos valores recolhidos indevidamente, a partir de janeiro de 2009.

Esta decisão está sujeita a recurso.

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Comentário da Zê: em minha modesta opinião, é o que vai acontecer com todos que chegarem até à esfera federal: ganhar, pois é um absurdo descabido essa cobrança. Para quem não lembra, ela começou em janeiro/209 (naquela crise que o presidente na época chamou de “marolinha”) e veio para dar ao governo uma parte do quinhão, já que várias empresas estavam demitindo os empregados. A própria RFB através da IN RFB 925/09 indica para NÃO INFORMAR na GFIP os valores recolhidos sobre o Aviso Prévio Indenizado, ou seja, se a empresa não recolher (ou não informar), pelo menos não precisa retificar a GFIP. Seria um prenúncio da cobrança indevida, a RFB dizer para não informar na GFIP? O problema maior é que além de os empregados contribuirem – por não ter a informação na GFIP – tal valor não está sendo computado em seu SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO, ou seja, só serve mesmo para engordar os cofres da Receita Previdenciária, não gerando nenhum benefício a quem paga. Vale lembrar que a decisão é restrita a quem entra com a ação, porém serve de precedente para outros casos. De forma mais conservadora, eu sempre recomendo recolher.

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